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Estância Balneária de Mongaguá

Mongaguá

Mongaguá fez parte da Capitania de São Vicente, por consequência da 1ª Cidade do Brasil fundada por Martin Afonso de Souza em 1532. Eram constantes as passagens de mensageiros do Imperador com correspondências para Cananéia e Itanhaém.

Emissários de Martin Afonso de Souza, capitães de mato e jesuítas, encontravam em Mongaguá o local de descanso para as suas viagens. O rio Mongaguá castigava os colonizadores com febres e esses só podiam valer-se das folhas e raízes indicadas pelos nativos.

Neste período, as terras que hoje fazem parte de Mongaguá foram retalhadas em sítios onde a principal atividade agrícola era o cultivo da banana.

Em 1776 o sítio Mongaguá foi arrematado pelo Coronel Bonifácio José Ribeiro Andrada, pai de José Bonifácio o "Patriarca da Independência".

No século XVI, os habitantes de Mongaguá eram os índios Guaranis. Habitavam em suas tendas às margens dos rios Aguapheú e Mongaguá, onde a pescaria era farta.

O nome Mongaguá foi dado por eles e significa "Água Pegajosa". Mongaguá teve outros nomes: Terra dos Santos Milagres e Terra dos Padres.

A verdadeira história da Vila de Mongaguá começa com a chegada de Fernando Arens Júnior.

Fernando Arens Júnior (fundador)
Capineiro, em 1910, construiu o Hotel Balneário Marinho onde se hospedaram pessoas ilustres como Rui Barbosa e Ademar de Barros. No período da Revolução de 32 adaptou salinas enfrente ao hotel, a qual abasteceu a Capital Paulista. Sal esse levado pelos índios através da Mata Atlântica pelos índios da aldeia Aghapheú.

Projetou o ramal ferroviário da estrada de ferro Sorocabana e doou os terrenos onde a ferrovia haveria de passar e os terrenos para a construção da Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, Colégio Aracy da Silva Freitras, Ginásio de Esportes Jacob Koukdjian.

Em 1911 fundou a Companhia de Melhoramentos da Praia Grande. A missa de 7º dia em intenção à sua alma, foi celebrada no Poço das Antas.

Coronel Francisco Rodrigues Seckler (desbravador)
Coronel da Guarda Nacional veio para Mongaguá em 1915 chegando na pequena estação ferroviária que hoje leva o seu nome por indicação do então deputado estadual Governador André Franco Montoro, onde adquiriu as Fazendas Promissão e Rondônia.

A pedido de sua esposa dona Brasília Teixeira Seckler, construiu em 1922 a 1ª Capela da Vila dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e a 1ª sala de alfabetização no terreno em que hoje está instalada a Casa da Memória de Mongaguá.

Foi Presidente da Associação dos Proprietários da Praia Grande, comprou o 1º ônibus que fazia o percurso Santos/ Praia Grande /Itanhaém.

Foi um dos lutadores para a construção da estrada Padre Manoel de Nóbrega.

Dr. Raul Romeu Loureiro (desbravador)
Advogado, promotor público de São Roque, conheceu Mongaguá através de sua amizade com Fernando Arens. Aqui chegou em 1927. Foi Presidente da Associação Amigos de Mongaguá e fundou a Assistência ao Menor Praiano.

Construiu a Igreja Nossa Senhora Aparecida em 1946 e fundou o clube Amigo da Onça, onde os jovens da década de 30 se reuniam. Escreveu o 1º livro sobre nossa Cidade "Anotações para a História de Mongaguá".

A Emancipação
Em 07 de dezembro de 1958 aconteceu o plebicito para a aprovação da emancipação política de Mongaguá. Foram 122 votos a favor e 4 contra.

O governador Jânio da Silva Quadros assinou a lei quinquenal em 31 de dezembro de 1958 criando o Município de Mongaguá, a qual passou a ter efeito em 1º de janeiro de 1959.

Em 1977 Mongaguá foi elevada à categoria de Estância Balneária. O Brasão foi criado pelo português Antônio Martins Araújo, esposo da 1ª vereadora mulher da Cidade dona Dina Belli.

A Bandeira foi instituída e hasteada pela primeira vez em 05 de Janeiro de 1960, pelo então prefeito José Cesário Pereira Filho.


Ficha Técnica
População: 46.310 hab. (IBGE/2010)
Área Total: 143,171 km²
Altitude: 18 m
Região: Litoral Sul Paulista (IBGE/2008)
Aniversário: 7 de dezembro
Site: www.mongagua.sp.gov.br/

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