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Estância Turística de Avaré

Avaré

Localizada no Sudoeste paulista, com aproximadamente 85 mil habitantes, a Estância Turística de Avaré, principal centro político, agropecuário e estudantil do Vale do Paranapanema, está entre as cinqüenta cidades de porte médio do Estado de São Paulo. Conhecida hoje como “Terra do Verde, da Água e do Sol”, por lugares belíssimos como a Represa Jurumirim, no passado já foi chamada de “Cidade Jardim”, por seus lagos ornamentais, ruas e praças amplas e arborizadas.

Origens

 Em 1554, os jesuítas Padres Manoel de Nóbrega e José de Anchieta estabeleceram o Colégio de São Paulo de Piratininga. Somente em princípios do século 18, porém, os bandeirantes foram fundando cidades pelo sertão que percorriam. Naquele século, foram descobertas minas de metais preciosos no atual Estado de Minas Gerais e em Cuiabá, atual Mato Grosso. Ocorre então a célebre Guerra dos Emboabas.

Paulistas, portugueses e brasileiros de outras regiões que iam para as zonas de mineração costumavam fazer de tudo para não pagar o quinto, ou seja, o imposto que determinava que 20% do encontrado deveriam ser encaminhados para a Coroa portuguesa. Para evitar que isso acontecesse, foi criada uma fortaleza em Iguatemi.

Estabeleceu-se assim um caminho direto entre as jazidas de minérios e Sorocaba, cidade onde ficava a Casa de Fundição responsável por transformar o ouro em barras e retirar o quinhão pertencente ao governo. A fortaleza passou a ser então identificada como a boca do sertão, algumas casinhas foram se agrupando e roças foram surgindo para garantir a reposição de alimentos.

A Fundação

No começo do século 19 o Vale do Paranapanema, ainda uma inóspita região, passou a ser visto como um dos caminhos em direção ao Paraguai, ficando conhecido como estrada do Peabiru, principal rota leste-oeste na penetração do continente. O caminho do Peabiru, aliás, serviu de estímulo para se adentrar na região, a fim de se estabelecerem núcleos de povoamento. O ponto de partida das bandeiras era quase sempre Sorocaba, a mais avançada das cidades, base para impulso às penetrações e às minas do Mato Grosso. Conhecida como “boca do sertão”, a região atraiu aventureiros, viajantes e caçadores de índios, os quais paulatinamente vasculharam as terras habitadas por índios das famílias dos Caiuás e Botucudos. Há diversos conflitos com os nativos e a ambição por minerais de valor não se confirma. A maior riqueza é a fertilidade da terra, garantida pela irrigação do Vale do Paranapanema.

Posseiros liderados por José Theodoro de Souza e Tito Corrêa de Mello, nessa época, abrem o mato com os seus facões e pisam no solo do que seria a futura Avaré. Conquistam as terras exterminando os índios que ainda habitavam o local e buscam atrair moradores para aquelas terras férteis.

Dentre esses posseiros estava o major Vitoriano de Souza Rocha que, a 15 de maio de 1862, apresentou-se ao tabelião Francisco Antônio Castro, em Botucatu, para doação de 24 hectares de terras às margens do ribeirão Lageado, afluente do Rio Novo, para constituir o patrimônio da capela votiva sob invocação de Nossa Senhora das Dores, orago especialmente presente nas doações de mineiros, por ele construída.

Foi Tito, provavelmente, quem chamou parentes para tomar posse daquelas terras. Entre eles, o Major Vitoriano de Souza Rocha e o Alferes José Domiciano de Santana, que vieram para a região, atraídos pela possibilidade de obter amplas colheitas com terras de boa qualidade e água em abundância. O sonho de Vitoriano chegou até a ser contado em versos do poeta Djalma Noronha, autor também da letra do hino da atual cidade de Avaré, escolhido em 1961.

Um Cruzeiro antes da Capela

Chamada de Patrimônio de Nossa Senhora das Dores do Rio Novo, nos seus primórdios, Avaré viu as primeiras manifestações religiosas em meados do século 19, segundo os relatos do cronista Jango Pires, o primeiro historiador avareense. Segundo ele, no ano de 1862, uma cruz, coberta com taquara e folha de indaiá, foi levantada no meio da atual Praça Juca Novaes.

“Aí se rezava aos domingos de mês o terço por um ‘capelão’, título que era dado ao homem que zelava pelo templo improvisado. Após a reza havia leilão de pequenas prendas e o produto era guardado, destinando-se para a construção da futura capela”, revelou Jango, baseando-se no testemunho de um simpático imigrante italiano, o Coronel José Magaldi, contado também entre os fundadores do povoado. O mesmo coronel revelou o que fazia na mocidade: “Depois que construíram a capela, eu e meus companheiros íamos fazer nossas pagodeiras na Santa Cruz abandonada. Era lá que íamos rir à noite”.

Bem a propósito, aliás, ficou a rima de Djalma Noronha nos versos do hino dedicado à “urbe tão bela”, que melodiosamente animam o imaginário do avareense em torno do ambiente de seus bravos antepassados: “Terra amável de um povo bondoso foi teu marco uma humilde capela”.

O povoado do Rio Novo surgiu, à luz da fé cristã, ao redor de uma capela votiva, fruto da devoção de um sertanista a Nossa Senhora das Dores. O fato ganhou versões e foi romantizado a ponto de algumas versões lendárias dificultarem hoje a compreensão clara da sua formação histórica.

Jango Pires anota ter sido construída, em 1864, a então Capela do Major, “de pau a pique, barrotes e barreada, coberta de telha vã” no local onde fica hoje exatamente a entrada principal ou porta da frente do Santuário de Nossa Senhora das Dores. A capela media sessenta palmos em quadra, ou seja, cerca de 17 metros quadrados. Foi essa a primeira igreja do lugar.

Contudo, pesquisas feitas pelo arcebispo emérito de Botucatu, dom Vicente Marchetti Zioni, extraídos dos arquivos do Arcebispado, mencionam outra data para a construção dessa capela: 28 de maio de 1861. Registra também que, a 10 de julho, a humilde ermida teria sido inaugurada solenemente com a reza da primeira missa pelo vigário de Botucatu.

 “Costuma-se dizer que foi celebrante o padre Joaquim Gonçalves Pacheco. Porém é preciso retificar esse dado, visto como desde 1850 o referido sacerdote já não era mais vigário de Botucatu. Consta que a partir de então, todos os domingos, à noite, reuniam-se ao redor da praça ou na capela os poucos moradores do lugar, em número de 83, para a reza das ladainhas de Nossa Senhora que o Major Vitoriano piedosamente presidia. Em seguida, em torno de uma fogueira, o Chico Biriba, ágil no violão, tocava e cantava cantigas sertanejas tão do gosto daquela gente simples, sob os aplausos dos circunstantes. Por último o Major distribuía quentão de pinga do seu engenho, servido em tigelinhas”, relata Dom Zioni.

Em 1867, uma Junta Administrativa foi nomeada para cuidar dos bens da Capela de Nossa Senhora das Dores, pelo vigário de Botucatu. Compuseram essa junta três influentes personalidades de outrora: Manoel Marcellino de Souza Franco, o primeiro professor do povoado, mais conhecido pelo apelido de Maneco Dionísio, e os imigrantes José Magaldi e Antônio Bento Alves.

A 13 de janeiro de 1869, com a instauração do processo canônico para a constituição definitiva do Patrimônio de Nossa Senhora das Dores na Câmara Eclesiástica de São Paulo, o major Vitoriano e demais doadores foram intimados a prestar depoimentos de praxe a respeito da doação das glebas de terras que originaram a futura cidade.

“Nessa data o major Vitoriano de Souza Rocha declarou ter a idade de 83 anos e ter nascido em Bragança; sua esposa, dona Gertrudes Cardoso de Oliveira declarou estar com 73 anos e ser natural de Bragança; Domiciano José de Santana declarou-se com 73 anos de idade e natural de Mogi das Cruzes e sua esposa, dona Gertrudes Maria da Luz estar com 63 anos e ser natural de Mogi Mirim", registra dom Zioni. O arcebispo retirou os dados dos autos originais do processo conservado no arquivo da Cúria Metropolitana de Botucatu.

Conforme era costume no regime de união entre a Igreja e o Estado, a Lei Provincial nº 63, publicada a 7 de abril de 1870, transformou o Distrito Policial do Rio Novo em freguesia civil ou Distrito de Paz.

Importante sublinhar a considerável contribuição oferecida à preservação da memória avareense oferecida pelos saudosos pesquisadores João Baptista do Amaral Pires (Jango), Paschoal Bocci e José Pires Carvalho. Atualmente esse trabalho tem continuidade graças às valiosas pesquisas de Flora Bocci, José Leandro Franzolin, Lina Brandi, Joaquim Negrão e Gilberto Fernando Tenor.

O confronto político entre os republicanos liderados pelo coronel Eduardo Lopes de Oliveira e os monarquistas, com Bárbara à frente, duraram aproximadamente três décadas. Quando, em 1891, Eduardo Lopes vence as eleições, sai de sua fazenda e muda-se para a cidade, colocando-lhe o nome da sua propriedade provavelmente para apagar mais depressa da memória pública local as lembranças da matriarca e seu séqüito monarquista.

Origem do nome

Na entrada da sertania passava um rio ao qual os índios Caiuás chamavam “Abaré-i” (rio do homem solitário ou da sentinela, segundo uns, ou do padre ou monge, conforme interpretação de outros).

Com efeito, o nome Avaré é uma deturpação lingüística de “abiré” que, em língua indígena, significa “solitário”, nome atribuído a um monte de 625 metros de altitude que se avista entre o Rio dos Veados e o Ribeirão Tamanduá, no atual município de Itatinga, onde se situava a velha Fazenda Avaré.

O Desenvolvimento

Na segunda metade do século 19, diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento de Avaré. Um deles foi a Lei de Terras, de 1850, pela qual o governo imperial suspendia as doações de terras dadas pelos governadores-gerais. Desse modo, as terras tinham que ser compradas e vendidas, abrindo oportunidades para a dinamização da economia.

Além disso, com a abolição da escravatura, em 1888 e o incentivo à imigração, Avaré ganha novas dimensões econômicas e sociais. Chegam à cidade centenas de famílias italianas, com trabalhadores que vão substituir a mão-de-obra negra nas lavouras de cana-de-açúcar, algodão e café.

Além de agricultores, a imigração permitiu a entrada no País de artesãos de talento e de outros profissionais, que expandiram a sua capacidade e implantaram, com êxito, a urbanização de Avaré. A chegada de imigrantes portugueses, espanhóis, armênios, sírio-libaneses e, por último, japoneses, consolidou o crescimento da cidade.

Um nome importante nesse processo é o do alferes Manoel Marcellino de Souza Franco, conhecido como Maneco Dionísio. Ele se negava a chamar a cidade de Avaré, preferindo o nome antigo de Rio Novo por causa de seus ideais monarquistas. Seu principal mérito foi ter desenvolvido uma persuasiva campanha nas páginas do periódico “O Rio-Novense” para que a Estrada de Ferro Sorocabana alterasse o seu trajeto inicialmente previsto e passasse pela cidade.

Maneco Dionísio

O alferes Manoel Marcellino de Souza Franco, o Maneco Dionísio, como era chamado, revela numerosas facetas, todas igualmente interessantes. Foi professor, escritor, jornalista, historiador, tabelião, advogado, agricultor, presidente da Sociedade de São Vicente de Paulo, secretário da Câmara, pesquisador, chefe político e presidente de banco, tendo uma vida que se confunde com a da cidade.

Maneco Dionísio nasceu em Limeira, SP, em 1851. Casou-se, não teve filhos, mas deixou em torno de 500 afilhados. Ele veio para a atual Avaré, em 1864, quando a única coisa que existia na região era a Capela do Major e uma dúzia de casas, cobertas de sapé, palha e taquara.

Foi o primeiro professor particular da região, em 1867, integrou a junta que administrava os bens da capela de Nossa Senhora das Dores. Na década de 1870, nas lutas entre os conservadores, os “cascudos”, e os liberais, os “farrapos”, liderava os primeiros. Em 1876, quando foi instalada a primeira Câmara Municipal, ele foi o primeiro secretário. Com o estabelecimento, naquele mesmo ano, do primeiro Tribunal do Júri, ele foi também o primeiro escrivão.

Seu grande projeto, porém, foi conseguir que a Estrada de Ferro Sorocabana desviasse os seus planos iniciais e passasse por Avaré. O sucesso nessa empreitada lhe garantiu um lugar na história da cidade, que deve à chegada dos trilhos boa parte de seu progresso posterior.

Em 1892, Maneco passou por um momento difícil. Foi obrigado a se exilar em Botucatu e em São Paulo após sofrer ameaças de republicanos. Ficou cinco meses fora e, quando retornou, teve uma recepção triunfal: mais de 800 pessoas, 500 delas a cavalo, o saudaram ao longo de 15 km.

Oito anos depois, como fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, participou da Grande Exposição Universal em Paris, em 1900, sendo inclusive recebido pelo Papa Leão 13º. Quatro anos depois, por ser um dos maiores agricultores do município, foi eleito presidente do Banco de Custeio Rural.

Em 1911, ainda militava na política, como chefe do Partido Civilista em Avaré. Nos anos 1920, porém, foi acometido de esclerose cerebral, com perda gradativa de memória, o que o levou a ficar totalmente amnésico e a falecer em 23 de maio de 1930, em Avaré, ou melhor, atendendo a seu pedido fiel ao monarquismo, na Rio Novo que tanto ajudou a desenvolver.

Poder Legislativo

A Câmara de Vereadores foi criada quando o povoado do Rio Novo foi elevado à categoria de Vila, no dia 7 de julho de 1875. A primeira eleição para escolha dos vereadores foi realizada no dia 5 de dezembro desse ano, quando foram eleitos Francisco Teobaldo Pinto de Melo, Francisco Pereira de Souza, José Pinto de Andrade Melo, José Carvalho de Oliveira e José Pereira da Silva. A instalação da Câmara, que teve como secretário o alferes Manoel Marcellino de Souza Franco, deu-se no dia 27 de março de 1876.

A partir de 20 de janeiro de 1890, o Decreto Estadual nº 13 extingue as Câmaras Municipais, criando em substituição os “Conselhos de Intendência Municipal”, com seus membros nomeados pelo Governo do Estado.

A denominação “Câmara Municipal” volta em 1948, quando teve início a 1a. Legislatura, compreendendo o período de 1948 a 1951, sendo que a atual corresponde à 14a Legislatura (2005-2008).

A Câmara funcionou em vários prédios, entre eles o do Paço Municipal. Em 1992, a sede do Poder Legislativo foi transferida para a Avenida Prefeito Misael Euphrasio Leal, no prédio que foi ampliado e remodelado, onde no passado funcionava o primeiro matadouro da cidade.

Entre a Política e a Economia

No seu desenvolvimento, Avaré passou por vários e importantes ciclos. O café inaugurou a época das grandes fazendas, com seu imenso tecido branco estendendo-se pelos campos verdes, participando ativamente na economia do Estado e refletindo-se na economia nacional. Ainda hoje algumas fazendas antigas conservam os grandes terreiros de ontem, testemunhas de uma época áurea.

Foi no período do Estado Novo, de 1937 a 1945, em que o gaúcho Getúlio Vargas exerceu o poder de modo ditatorial, que Avaré viveu o apogeu de sua cotonicultura, ficando célebre como a Capital do Ouro Branco, devido a sucessivas quebras de recordes na produção de algodão.

No ciclo do algodão, Avaré projetou-se no cenário nacional das décadas de 30 e 40. Carroças e caminhões, na época, transitavam pela cidade a fim de, em alguma máquina de beneficiamento, descarregar a pluma branca; corria dinheiro, havia muitas máquinas de extração de óleo, como a Anderson Clayton, cuja chaminé ao lado de galpões de outras indústrias, são lembranças desse ciclo.

Alguns fazendeiros, novos na região, na década de 60, introduziram o gado, que representou grande expansão econômica na região e Avaré postou-se como pioneira, incentivando a melhoria dos plantéis e avivando o interesse de produtores. A partir de então grandes haras foram instalados na cidade e a paisagem passou a contar com garbosos cavalos e elegantes cavaleiros.

Atualmente, por ser um importante centro pecuário regional, Avaré tem 70% de sua área utilizada para atividades pastoris. O restante da terra divide-se para a lavoura, principalmente plantio de cana-de-açúcar, milho, laranja, banana, café e soja (17,6%) e florestas de eucaliptos e pinheiros (12,4%).

Aproximadamente 60% da mão-de-obra ocupada no setor rural trabalha sazonalmente no corte de cana, madeira e avicultura; e estima-se que cerca de 2 mil pessoas trabalhem no campo e vivam na cidade. Outras importantes atividades artísticas na geração de emprego e renda são o cultivo protegido, a fruticultura e a produção de cogumelos e flores, que exigem tecnologias diferenciadas e mão-de-obra especializada.

A pecuária leiteira também se faz muito presente, já que há várias indústrias da área no município, que abriga ainda 62 mil cabeças de gado de corte e mais de 800 mil galinhas. Dados como esses, explicam a existência de um evento tão importante como a Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (Emapa), o principal evento do calendário anual da Estância Turística.

Quanto ao número de empregados da cidade, 20,1% estão no comércio varejista; 13,5% na agropecuária; 8,9% na indústria do vestuário e do calçado; 8,5% na administração pública, e 5,4%, na indústria de alimentos. Em termos de infra-estrutura de transportes, o município conta com o Aeroporto Estadual Avaré-Arandu, que possui uma pista pavimentada com 1.280 m de extensão. Além disso, por ficar a 90 km do Rio Tietê, está na área de influência da Hidrovia Tietê-Paraná.

Especificamente no setor industrial, Avaré é centro de referência para cerca de 20 municípios, principalmente em atividades produtivas como aquecedores e duchas, brinquedos, embalagens plásticas, cartonagem, estruturas metálicas, bebidas, cerâmica, torrefação de café, beneficiamento de arroz e confecções têxteis.

Para administrar as atividades tradicionais, o setor industrial emergente, o comércio diversificado e o turismo, a cidade conta com a Associação Comercial e Industrial de Avaré, com mais de 800 sócios, além de sindicatos de várias categorias profissionais.

Estância Turística

O maior sonho dos avareenses, por mais de três décadas, era a transformação de Avaré em Estância Turística. Em sucessivos mandatos, os prefeitos reivindicaram o reconhecimento da indiscutível vocação da cidade para o turismo.

A inauguração do Camping, em 1970, durante o governo de Fernando Cruz Pimentel deu início a uma série de pleitos neste sentido. Todos os governantes do período - Misael Euphrasio Leal, Paulo Dias Novaes, Miguel Paulucci, Wagner Bruno e Joselyr Silvestre – se empenharam para conquistar o título de Estância Turística, cada qual, a seu tempo e a seu modo, lutando para ver reconhecido como legal o que era visto para Avaré como direito natural.

Em 1999, através da iniciativa do deputado Campos Machado, projeto de lei transformando Avaré em Estância Turística passou a tramitar na Assembléia Legislativa. Embora aprovado, o mesmo foi vetado pelo então governador Mário Covas, sob alegação de que o município ainda não preenchia os requisitos técnicos exigidos para passar à condição de estância.

Coube ao governador Geraldo Alckmin demonstrar a sua simpatia pela causa. Reunidos em concorrida sessão legislativa na noite de 18 de junho de 2002, os deputados paulistas derrubaram o veto, aprovando a sonhada lei que transformou o antigo Rio Novo em pólo turístico, caminho para o fortalecimento da economia avareense no século 21.

Três dias depois, a 21 de junho de 2002, o governador Geraldo Alckmin sancionou a Lei Estadual nº 11.162, que fez de Avaré oficialmente uma Estância Turística, reconhecendo assim que a cidade possui inúmeros atrativos que motivam turistas a conhecê-la, desde belezas naturais até pontos históricos, artísticos ou religiosos, tradições inigualáveis ou exemplos da mais ousada engenharia humana.

Ficha Técnica
População: 82.935 hab.(IBGE/2010)
Área Total: 1.216,640 km²
Altitude: 766 m
Região: Sorocaba
Aniversário: 15 de setembro (1861)
Site: www.prefeituraavare.sp.gov.br/ 

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