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Prefeito de São Paulo defende o debate para valorização do SUS

Durante abertura da Conferência Municipal de Saúde, nesta última segunda-feira (22/06), Fernando Haddad, destacou a importância da discussão de ideias para maior valorização do Sistema junto aos usuários e aos trabalhadores.
 
Durante a abertura da 18ª Conferência Municipal de Saúde, realizada nesta segunda-feira (22), o prefeito Fernando Haddad, acompanhado pelo secretário municipal de Saúde, José de Filippi Jr., destacou a importância da discussão de ideias para a valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) junto aos usuários e trabalhadores da categoria.

“Nós ainda temos que fazer mais e temos um ano e meio para trabalhar duro nessa cidade na área da saúde. Por isso que estamos aqui. Para recolher informações, críticas e sugestões. A nossa política é que se existe um lugar que está mais difícil, é lá que nós temos que chamar a conferência para aprender”, afirmou o prefeito.

Realizada no Palácio de Convenções do Anhembi até a próxima quarta-feira (24), a conferência tem como tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”. A etapa municipal precede a estadual e a nacional.

Para o secretário municipal de Saúde, participação é fundamental para o sucesso da conferência: “Nós vamos ouvir, vamos sobretudo debater e vamos discutir as diretrizes que esta conferência tirar”. De acordo com Filippi, o evento também é fundamental para o avanço da saúde em todo o Brasil. “A participação popular, o controle social do SUS, que temos com esta conferência, é a manifestação máxima e, sem dúvida, é uma das características para nós melhorarmos a qualidade das políticas na área da Saúde”, disse.

Durante os três dias de evento serão debatidas políticas públicas de saúde que foram construídas em conjunto com a participação social. Todos os temas abordados foram previamente discutidos durante as pré-conferências com representantes dos usuários, trabalhadores de saúde, gestores e prestadores de serviços.

“Nós temos na 15ª Conferência Nacional e aqui na 18ª [Conferência Municipal] o compromisso de questões centrais, como a saúde como um direito de cidadania. E não é qualquer coisa para o Brasil, porque se a gente tivesse dito na Constituição que a saúde é um direito, e portanto todos têm acesso, e não tivesse colocado o princípio da integralidade, não teríamos avançado tanto”, afirmou o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Rogério Carvalho, que representou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Durante a abertura, Haddad também destacou a importância da valorização dos profissionais da área da saúde: “Aonde quer que eles estejam, nós temos que receber bem o enfermeiro, o médico, o fonoaudiólogo. São profissionais e isso precisa estar preservado. São colegas de trabalho, são profissionais da saúde que precisam ser respeitados na sua opinião e na sua profissão”, disse.

Também participaram da abertura o conselheiro municipal de Saúde Deodato Rodrigues Alves, do sindicato dos farmacêuticos do Estado e representante do segmento “Trabalhadores”, a coordenadora-adjunta da conferência e conselheira no segmento “Usuários”, Jaqueline Oliveira do Nascimento, e a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza.

Conferência terá oito eixos
Promovida a cada dois anos, a Conferência Municipal de Saúde possui oito eixos temáticos norteadores:
 
- Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade;
- Participação social;
- Valorização do trabalho e da educação em saúde;
- Financiamento do SUS e relação público-privado;
- Gestão do SUS e modelos de atenção à saúde;
- Informação, educação e política de comunicação do SUS;
- Ciência, tecnologia e inovação do SUS;
- Reformas democráticas e populares do Estado.

Em 2015 houve alterações no regimento. Por esse motivo foram eleitos nas pré-conferências 50% do número de delegados para os segmentos de usuários, trabalhadores de saúde, gestores e prestadores de serviços. Os outros 50% serão eleitos nas plenárias específicas por segmentos. Nesta edição não haverá plenária específica para deficientes.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

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